• Pe. Mauro Vogt, SdC

O Santo Rosário: História e documentos dos Papas

A oração do Santo Rosário tem sua origem na Sagrada Escritura, pois sua base estrutural são os 150 Salmos, atribuídos a Davi.

Na idade Média, por volta do ano 800, era comum nos mosteiros, os monges recitarem nas suas orações litúrgicas os 150 salmos, distribuídos ao longo do dia. Como muitos religiosos e quase todos os leigos eram analfabetos, substituíam a recitação dos salmos, por 150 Pai nossos. Para contar utilizavam dois saquinhos, um vazio e o outro com 150 pedrinhas que, conforme iam rezando passavam para o saquinho que originalmente estava vazio. Mas, algumas vezes, os monges o faziam durante o trabalho, cultivando a horta ou trabalhando na agricultura. O fato de terem que se abaixar, às vezes, fazia com que as pedrinhas caíssem e se misturassem. Então resolveram utilizar uma corda com 150 pedrinhas perfuradas, ou sementes que chamam “contas”.

Com o passar do tempo foram substituindo os 150 Pai nossos por 150 Ave Marias. E ofereciam a cada Ave Maria uma rosa a Nossa Senhora, de onde vem a palavra “Rosário”.

O Santo Rosário, como o conhecemos, hoje, é profundamente bíblico, pois o Pai nosso é a oração que Jesus nos ensinou e a Ave Maria é a saudação do Arcanjo São Gabriel. E antes de recitação de cada dezena de Ave Marias, se anuncia um mistério, que são um resumo de toda a história da Salvação. Desde então, os mistérios recitados eram gozosos, dolorosos e gloriosos. Em 2002, São João Paulo II recomendou que se acrescentassem também os luminosos.

Em 1214, a Virgem Maria apareceu a São Domingos de Gusmão e entregou a ele um Rosário como arma poderosa para a conversão dos hereges. Dali em diante a devoção se propagou rapidamente em todo o mundo.

Muitos Papas aconselharam a recitação do Santo Rosário. A seguir apresentamos, em ordem cronológica, alguns documentos pontifícios sobre esta insigne devoção:

Supremi apostolatus officio, Carta Encíclica de Leão XIII (1 de setembro de 1883)

Superiore Anno, Carta Encíclica de Leão XIII (30 de agosto de 1884)

Magnae Dei Matris, Carta Encíclica de Leão XIII (8 de setembro de 1892)

Ingruentium Malorum, Carta Encíclica de Pio XII (15 de setembro de 1951)

Grata Recordatio, Carta Encíclia de São João XXIII (26 de setembro de 1959)

Christi Matri, Carta Encíclica de São Paulo VI (15 de setembro de 1966)

Marialis Cultus, Exortação Apostólica de São Paulo VI (2 de fevereiro de 1974)

Rosarium Virginis Mariae, Carta Apostólica de São João Paulo II (16 de outubro de 2002).


Pe. Mauro Vogt, SdC

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